Fiz, com muito orgulho e dedicação, movimento estudantil. Foram anos de muita aprendizagem para mim. Com a proximidade do dia 07/10, percebo que tem muita gente, mas muita mesmo, que julga que eleição para Prefeito é similar a uma eleição para líder de sala ou para a diretoria do Grêmio Estudantil. Não estão nem aí para a hora do Brasil. Usam argumentos simplórios para desmerecer esta data. Lamento por estas pessoas, mas principalmente lamento por aqueles que precisam das políticas públicas do Estado, que são, em sua ampla maioria, os mais pobres.

A postura destas pessoas que se acham conscientes, críticas ou detentoras de uma verdade universal, é a radicalização da visão antropocêntrica do mundo. Mal sabem como não é fácil gerir a máquina pública, muito menos ter que escolher o que fazer diante da escassez de recursos com que convive a maioria das cidades brasileiras. Os mais radicais (?) vão dizer, “ahhhh…rompe com a Lei de Responsabilidade Fiscal”  ou “para de pagar a dívida externa(?)”. Viver de bravata panfletária é muito fácil.

Por fim, tenho tido ótimas aulas sobre autores denominados de pós-modernos – Deleuze e Foucault. Concordo com boa parte da crítica que eles fazem à sociedade contemporânea, mas certa vez um colega de turma perguntou ao professor: “Professor, beleza…eles fazem a crítica da realidade, mas e aí? O que propõem?” Até hoje não temos a resposta.

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