A Presidenta Dilma lançou ontem, 08/11, o ‘Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa’. O objetivo dessa ação é melhorar o nível da aprendizagem dos estudantes do ensino fundamental, especialmente aqueles que estão em processo de alfabetização. Para que essa ideia saia do papel, 2,7 bilhões de reais serão investidos nos próximos anos. Além disso, esta medida envolverá 36 universidades públicas, 8 milhões de estudantes, 360 mil professores, em mais de 5.200 municípios brasileiros.

Porém, confesso que dinheiro é importante, mas não pode ser encarado como a única solução para os problemas.

Durante muito anos vigorou, em muitas cidades brasileiras, concepções educacionais que valorizam a aprendizagem do alfabeto através de imagens, figuras. Nessa esteira, muitas ONG’s ditas ‘amigas da escola’ se proliferaram em todo o país, vendendo a promessa de que iriam ajudar na educação do infante. Tem uma mesmo, que homenageia um grande esportista brasileiro já falecido, que tem parceria com mais de 800 municípios brasileiros, distribuídos em 50 estados.

Além disso, partia-se de uma crítica ao que chamam de educação tradicional, que é alicerçada, do ponto de vista epistemológico, no que denominam de ‘educação bancária’, onde a criança é um mero receptáculo de conhecimentos externos a ele. Como contraponto, aderiram ao que denomino “ecletismo educacional”, onde o que vale é negar o passado e fazer qualquer coisa para o futuro. Amparados, do ponto de vista científico, pela psicologia, estatística, sociologia, filosofia e, principalmente pela pedagogia, esse tipo de iniciativa valoriza mais o método e a quantificação, em detrimento de uma teleologia e da qualidade educativa.

Por isso, se continuar com um norteador epistemológico incapaz de alfabetizar as crianças, esse investimento vai para o ralo. Não é possível que a heterodoxia pedagógica continue reinando nas escolas brasileiras. Ao mesmo tempo, uma filosofia da educação alicerçada em aprender-a-aprender e em habilidades e competências já comprovou que é ineficiente para ensinar a criança a ler e a escrever.

Então, para que o esforço governamental seja cumprido e a taxa de 15,2% da crianças não alfabetizadas seja sanada, faz-se necessário corrigir essa distorção filosófica.

Confira abaixo a tabela com os dados de adesão, por estado, dos municípios brasileiros.

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Um comentário em “Dinheiro é bom, mas não é tudo

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