É comum, nessa época do ano, que se faça um balanço e estabeleça algumas previsões para o próximo ano. Além de ser um exercício de chutômetro, as expectativas criadas para o futuro apontam os anseios daqueles que escrevem estas previsões.

Dito isso, vou às minhas:

1- no futebol:

Felipão vai mudar pouca coisa na Seleção Brasileira, talvez o sistema tático modifique e um ou dois jogadores ganhem a titularidade. Sobre a Copa das Confederações, vejo o Brasil, a Itália e a Espanha como favoritos. Talvez tenhamos o tão sonhado confronto em Brasil e Espanha, no Maracanã. Vou cravar. Brasil será campeão.

2- na educação:

O principal tema embate ocorrerá em torno da aprovação da lei que visa destinar os recursos do Fundo Social do Pré-sal para a educação. Os Estados produtores, especialmente Rio de Janeiro e Espírito Santo, procuram, a todo custo, impedir que esta ação seja aprovada. Além disso, a construção do 2º Congresso Nacional da Educação (CONAE) será uma das preocupações das entidades do movimento social, a exemplo da UNE, CNTE, ANDES e ANPG. Por fim, os debates que envolverão as novas Diretrizes Curriculares do Ensino Médio, como também a retomada da Reforma Universitária, por parte da UNE, prometem expor as diversas concepções educativas que existem no Brasil.

3- na economia:

Retomando o crescimento dos anos anteriores, o Brasil tem tudo para ver o PIB expandir em 4%-5% no final de 2013, embora a crise econômica mundial continue aguda. A redução de impostos, da conta de energia, a queda do desemprego, a aceleração das obras públicas e o aumento do crédito impulsionarão o mercado interno.

4- na política:

O bloco governista, liderado pelo PT, continuará traçando o caminho para as eleições de 2014. Penso que haverá algumas mudanças na articulação política do Governo Dilma, até motivada pela eleição no Senado e na Câmara dos Deputados. Já o bloco oposicionista (PSDB, DEM e PPS) e o PIG (Grupo Abril, Rede Globo, Estadão, Folha de São Paulo) continuarão a tática de marcha batida pseudo-moralista, mas penso que perceberão, em breve, que essa tática não surte mais efeito. Caso aconteça isso mesmo, tentarão sabotar, com a conivência do STF, as políticas sociais e econômicas do Governo Dilma, judicializando mais ainda a política.

De forma geral, estou me convencendo do argumento do prof. André Singer (USP) sobre a tese denominada por ele de “O sentido do Lulismo”. O foco central da argumentação reside no fato de que o PT mudou sua histórica aliança com as camadas médias e sindicalizadas e se aproximou do que ele denomina de subproletariado, que são as pessoas que tem renda familiar inferior a 3 salários-mínimos. Justifico este convencimento pelo fato de que a oposição (partidos de direita + PIG) irá radicalizar suas ações em 2013. Espera-se que o bloco político dirigido pelo PT contra-ataque com a mesma moeda.

Não será uma tarefa fácil, até porque o PT, no Governo Federal, tem pactuado com setores conservadores e feito as mudanças sem modificar as estruturas políticas do país. Além disso, o embate ideológico tem sido ganho pelas forças mais conservadores do país, que encontra, inclusive, ressonância na própria base governista. Talvez o esforço feito pelo ex-presidente Lula de percorrer o país contribua, de forma decisiva, para a modificação dessa situação.

Quem viver, verá.

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