O anuncio da contratação de Pepe Guardiola, ontem, pelo Bayern de Monique, tende a sinalizar uma pequena reviravolta no futebol alemão. A união da disciplina tática com o gingado latino.

Desde que compreendo futebol, os alemães, que já possuem três títulos mundiais, desenvolvem um futebol altamente disciplinado taticamente, fisicamente forte e competitivo. Mas, ultimamente, tem reunido jogadores habilidosos no seu selecionado, a exemplo de Özil e Kehdira.

Já Pepe Guardiola dispensa maiores apresentações. Campeão de tudo pelo Barcelona, o treinador espanhol conseguiu unir disciplina tática, técnica, competitividade e beleza futebolística quando comandou o Barcelona. Vale lembrar que o time catalão já teve craques do futebol como Romário, Ronaldinho, Ronaldinho Gaúcho, os holandeses Van Basten e Gullit, além de outros craques do esporte da bola redonda e não tinha conseguido esta proeza.

O que esperar dessa união entre Guardiola e o Bayern?

Mais que uma simples contratação de treinador, o atual vice-campeão europeu e principal time da Alemanha sinaliza para uma mudança progressiva do seu futebol. Hoje os alemães tem uma ótima equipe nacional e é fortíssima candidata a vencer a próxima Copa do Mundo, aqui no Brasil. Ou algum peladeiro de plantão discorda?

Enquanto isso, no país pentacampeão mundial, com a contratação da dupla Felipão-Parreira para o comando da nossa seleção, o que se espera é o reforço de uma ideologia que tem convencido os apaixonados pelo futebol: a ideologia do que o que importa é ganhar, se puder ser com espetáculo melhor.

Digo, de antemão, que ganhar títulos não é importante. Atrai novos torcedores e emula as paixões, mas, em um mundo cada vez mais dominado pelo capital, a busca cega por títulos só favorece à patrocinadores, aos próprios jogadores e aos empresários da bola. Ou será se o título do mundial que o Corinthians ganhou, recentemente, modificou a vida dos corinthianos mais do que as políticas de inclusão social e de desenvolvimento econômico propiciadas pelo Governo Federal? Suponho que não.

Então já está na hora de mudarmos a ideologia dominante. Nosso futebol ganhou a simpatia mundial porque consegui unir disciplina tática, vigor físico e técnica. Aliado a estes três componentes estava a disposição de ganhar títulos.

Isso é muito diferente do que o que temos hoje, onde os professores dizem que o importante é não tomar gol, marcar forte, aproveitar o erro do adversário ou ser eficiente nas jogadas de bola parada.

Certos estão os espanhóis e alemães. Eita inveja!!!

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Um comentário em “A bola ficará mais redonda no futebol europeu

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