Profissão-Empresário-de-futebol Começa mais um Campeonato Brasileiro. São 20 equipes disputando o título de campeão do torneio futebolístico nacional mais equilibrado do mundo.
A maioria dos comentaristas profissionais dirão que há 10-12 times com condições d disputar o troféu de campeão. Os mais precisos apontarão 2 ou 3 equipes como favoritas. O exercício de futurologia é a característica principal neste momento inicial.
Entretanto, vivemos em uma época onde o esporte preferido pelos brasileiros transformou-se em uma mercadoria. Jogadores, atores principais do espetáculo, viraram verdadeiras “pizzas”, totalmente fatiados entre os empresários e os clubes. Os treinadores, transformaram-se em verdadeiros messias, com suas táticas e palavras de motivação. A arbitragem, além de ter ganho o status de protagonista que não faz gols, divulga as marcas dos patrocinados e até ganhou relevância nos comentários dos boleiros, impondo a cultura do comentarista de ‘tira-teima’.
E os clubes? Os clubes, muitos endividados até o pescoço, foram convertidos em uma mercadoria. Camisas, souvenir, pacotes de viagens, etc., tudo virou objeto de consumo. Patrocinadores impõem jogadores, a imprensa seleciona os ídolos de cada time, a crônica esportiva endeusa os bons e massacra os maus jogadores e a torcida transforma o futebol como entretenimento, em questão de vida ou morte.
Vivemos em uma época onde a competitividade, a seleção dos “melhores” em detrimento dos “piores” materializou o darwinismo social, marca mais nefastas que pode ocorrer em uma sociedade. O futebol, esporte que mobiliza as pessoas através da paixão, parece que encarnou o pior do espírito do nosso tempo.
Não estou, com isso, excluindo a zuação que ocorre, entre os torcedores de dois times, após um placar favorável. Isso faz parte da diversão. Agora a conversão do deboche em arrogância, em premissa para a humilhação alheia ou convertê-lo em uma espécie de “eu sou melhor e você é pior”, tem conduzido a paixão futebolística para batalhas campais ou tem sido transformado na porta de entrada para a intolerância com o diferente.
De qualquer modo, seja bem-vindo o Campeonato Brasileiro de 2013.

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