1947841_773460996012323_165866634_nVou assistir a minha 9º Copa do Mundo. Ehh…o tempo passa…

Tenho percebido que a magia do futebol ainda contamina o imaginário popular, cultiva paixões e aproxima os povos do mundo.

Os “esclarecidos”, no cume da sabedoria, sentenciam que o futebol é o ópio do povo ou este esporte representa a velha política do Pão e circo.

Já os não tão esclarecidos assim persistem na tecla de que o Brasil precisa de serviços públicos padrão FIFA. Sabem de nada, inocentes!

Por outro lado, vejo que o Capitalismo, percebendo o poder que este esporte exerce nas pessoas, procura impor ao futebol a sua racionalidade instrumental.

O fato é que, desde que acompanho este espetáculo, guardo na minha memória fatos importantes. O mascote Naranjito, o pênalti perdido por Zico, a arrancada de Maradona e o gol de Caniggia, o balanço imaginário de Bebeto, o balé de Zidane, o cabelo estilo Cascão de Ronaldo, a final imprevisível de 2006 e a cavadinha de Loco Abreu.

Certa vez li versões políticas para duas finais do mundial. A de 1990, que teve a Alemanha Ocidental como vencedora, serviu de elemento colaborativo para a Alemanha reunificada. A de 1998, vencida pela França, serviu para unir o povo francês, caracterizado pela miscigenação entre árabes, africanos e brancos.

Recordo uma Copa que colocou frente-a-frente Irá e Estados Unidos. Mais do que um jogo de futebol, este confronto foi marcado pelo fato de reunir, cordial e pacificamente, duas nações rivais.

E o “poder geográfico” da Copa do Mundo? Foi assim que conheci muitos países, suas histórias, seu povo. Vi nações sumirem também, como a URSS de Dassaiev, a Iugoslávia de Stojkovic e a Alemanha Ocidental de Lothar Matheus.

E o torneio de 2002? Quantas madrugadas perdidas para assistir os jogos ocorridos no Japão e na Coreia do Sul. Eu morava em Brasília e vi a gélida capital federal pulsar de alegria na recepção dos nossos pentacampeões ou na comemoração do título em plena Praça dos três poderes.

Quem não se emocionou com a ida de Nelson Mandela para a final de 2010? Vale lembrar que aquela foi a última aparição pública de Mabida.

Pois é, futebol é muito mais do que 22 homens correndo atrás de uma bola.

O Brasil, pela segunda vez na sua história, sediará o torneio do esporte mais popular do mundo. Somos o maior campeão entre todas as nações do planeta. Temos os melhores jogadores de todos os tempos. Podemos repaginar a derrota de 1950.

Enfim, daqui a 40 dias vários flashes comporão a minha memória e a de bilhões de pessoas ao redor do planeta. Afinal, faltam apenas 7 dias para a Copa do Mundo começar.

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Um comentário em “7 dias nos separam do maior espetáculo da Terra

  1. O fato é que o Futebol é uma grande paixão, mas também política. Dizer que é muito mais que jogadores correndo atrás de uma bola é a afirmação mais coerente,um apaixonado por futebol sente nas veias a emoção de uma partida, já um pesquisador sabe que o simbolismo do futebol carrega as histórias varias nações. E vamos lá….a Copa do Mundo é NOSSA!

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