Mais uma vez os fundamentalistas cristãos se autoproclamam herdeiros legítimos de Deus na Terra. Fazem isso como se fossem os únicos cristãos existentes, como se o planeta tivesse só o cristianismo (e suas diversas ramificações) como religião ou Deus (o pai, o filho e o espírito santo) como a única divindade celestial.

Durante séculos, tal gesto foi sinônimo de autoritarismo, mortes, perseguições (mulheres, negros, índios, pagãos, adeptos de outras crenças religiosas, etc.) e enriquecimento de uns poucos. Parece que esta turma não aprendeu com a história ou simplesmente quer reeditá-la. Nem vou indagar se conhecem mesmo a palavra revelada (especificamente o Novo testamento).

Embora seja ateu, nasci e me criei em uma família cristã – majoritariamente católica -, fiz catecismo, participei de grupo jovem ligado à Igreja Católica e conheço a Bíblia mais do q muitos cristãos. Além disso, a minha pesquisa lida com a influência da moral cristã na formação (no sentido grego do termo) da criança.

Tentei me esquivar desta polêmica, mas não posso ver certos líderes religiosos desfilarem, no cenário político brasileiro, pregando a perseguição, julgando as pessoas aleatoriamente e querendo impor costumes e hábitos a todo custo. Não falo só da questão dos homossexuais, mas também da pregação que estes religiosos têm feito contra as pautas civilizatórias na educação, na ciência e nos direitos civis.

O bom de não ser político profissional ou vislumbrar cargos públicos é que não preciso do voto desse tipo de gente (os fundamentalistas), logo, não preciso fazer a média com eles. Com isso, quero dizer que a esquerda (PT, PCdoB, PSOL e o que resta no PSB e no PDT) brasileira tem sua parcela de culpa nessa ascensão fundamentalista, porque se negaram de fazer o debate de ideias. De igual modo, reconheço que tem outros partidos q, na busca insana do voto, flertaram e flertam com o fundamentalismo religioso. Não esqueci o candidato José Serra (PSDB), dando espaço para o tal do Silas Malafaia na campanha presidencial de 2010 para falar sobre o aborto.

Como cidadão, não me coloco num patamar superior ou inferior para debater estes assuntos e, respeitando as leis civis, me ponho no direito de defender o que penso.

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